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Valerian e a cidade dos mil planetas

Cinema 12/08/2017 às 10:00

Quando um planeta pacífico é atacado, o major Valerian e a sargento Laureline entram em cena para manter a paz no universo. Baseado na HQ criada pelos franceses Pierre Christin e Jean-Claude Mézières.


Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é como um engavetamento intergaláctico de espaçonaves que todo mundo diminui a velocidade para olhar, quando passa por perto, com um misto de curiosidade mórbida e apreensão, se perguntando: como isso foi acontecer? Escrito e dirigido pelo francês Luc Besson (Lucy, Joana D’Arc de Luc Besson) o filme é inspirado em personagens de uma série de HQs, lançada em 1967, criada pelos franceses Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, que durou até 2010.
 
Besson é fruto dos anos de 1980 e nunca esconde isso – especialmente na sua estética um tanto exagerada e involuntariamente brega ou nas suas influências do Star Wars original, Duna ou Blade Runner, embora o resultado também lembre uma versão bastante tola de Avatar, que, originalmente, não era grande coisa, apesar da tecnologia, mas era melhor. Valerian... começa exatamente com seres azuis vivendo no planeta Mül, uma utopia ecológica, bela e pacífica, onde todos cumprimentam a natureza assim que acordam e dançam na praia para saudar o sol.
 
Depois de um prólogo protagonizado por Rutger Hauer, como o Presidente da Federação dos Estados Mundiais, entra em cena a princesa azul Lïhio-Minaa (Sasha Luss), que logo será exterminada por uma invasão que também mata milhares de conterrâneos. Tudo para capturar um pequeno dinossauro espacial que defeca pérolas. Esse animal é a desculpa esfarrapada para 2h17 minutos de space opera ruim e confusa.
 
Valerian (Dane DeHaan, em mais um dos piores filmes do ano, o outro é A Cura) é um major que viaja pelo espaço resolvendo problemas – ao menos é o que parece. A companheira do protagonista nas suas aventuras é a sargento Laureline (Cara Delevingne, dona de meia expressão facial, que consiste em arquear apenas uma das sobrancelhas, alternadamente, em cada cena).
 
Entre todos os problemas de Valerian..., até aqui, o filme mais caro da história do cinema francês (tendo custado quase US$ 200 milhões), DeHaan e Cara têm um lugar especial. Talvez nem seja culpa deles, mas da escalação da dupla, que não tem nada a ver com a imagem dos quadrinhos originais. O casal de atores não parece dois destemidos militares viajando no espaço e resolvendo problemas, mas duas crianças com as roupas do papai e da mamãe do futuro brincando de Star Wars. E o resultado é tão ruim quanto isso possa parecer.
 
A dupla corre de um lado para outro no espaço, o que permite exibir efeitos digitais caprichados a serviço de um visual demodê, e criaturas estranhas incapazes de dizer a que vieram. A tal Cidade dos Mil Planetas é uma metrópole multicultural que poderia ser um cenário interessante para o filme, mas se resume a uma confusão de cores, barulhos e seres. Entre eles, uma stripper, interpretada por Rihanna, talvez a única aqui a se safar. Primeiro, porque ela é uma artista capaz de dar um show sem precisar de Besson, e segundo, porque sua participação é minúscula.

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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