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Trump passa do otimismo à ameaça após trégua comercial com China

Internacional 05/12/2018 às 08:31

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de prolongar a trégua comercial de 90 dias negociada com seu homólogo chinês, Xi Jinping, para desativar a disputa comercial provocada por Washington, voltou à retórica da ameaça, na noite desta terça-feira.



Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (D) e da China, Xi Jinping (E), com os membros de suas delegações,

durante jantar ao fim da Cúpula de Líderes do G20 em Buenos Aires, em 1 de dezembro de 2018   AFP / SAUL LOEB


Na segunda-feira, Trump se reuniu em Buenos Aires com Xi à margem da cúpula do G20 e acertou trabalhar para alcançar um acordo para retirar as tarifas de centenas de bilhões de dólares impostas pelos dois países no comércio bilateral.


"As negociações com a China já começaram. A menos que se prolonguem, serão concluídas em 90 dias, a partir da data de nosso maravilhoso e cálido jantar com o presidente Xi na Argentina", escreveu Trump no Twitter.


Depois da reunião, Washington acordou frear a ameaça de Trump de aumentar as tarifas sobre US$ 200 bilhões de dólares em importações chinesas a 25% a partir de 1 de janeiro, mantendo a taxa atual de 10%.


Em troca, Washington disse que China compraria quantidades "muito significativas" de bens agrícolas, energéticos, industriais e outros produtos americanos.


Mas na noite de terça-feira, após o índice Dow Jones cair mais de 3%, Trump retomou sua retórica de ameaça: "Ou teremos um ACORDO REAL com a China ou não haverá acordo", tuitou.


"Mas acredito que alcançaremos um acordo, seja agora ou no futuro. A China não quer tarifas".


O representante americano para o Comércio, Robert Lighthizer, liderará as conversações com o governo chinês para certificar "se um acordo REAL com a China é realmente possível", escreveu Trump.


"Se for assim, faremos" o acordo, mas "a China deve começar a comprar produtos agrícolas e outros imediatamente", advertiu o presidente.


Pequim prometeu nesta quarta-feira atuar rapidamente sobre os "pontos de consenso" alcançados para aplacar a guerra comercial deflagrada entre os dois países.


"As equipes econômicas e comerciais das duas partes promoverão ativamente consultas nos próximos 90 dias, com um calendário e planos muito claros", declarou o ministério chinês do Comércio.


"A China começará a adiantar os pontos específicos sobre os quais se obteve consenso. Quanto antes, melhor", acrescentou o ministério.


No domingo, Trump disse que a China também "reduziria e eliminaria" as tarifas de 40% sobre carros, embora Pequim ainda tenha que confirmar a medida.


O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, liderará os diálogos com o governo de Xi para ver "se um acordo real com a China realmente é possível", tuitou Trump nesta terça.


"Se for, nós faremos", acrescentou, sinalizando que "supõe-se que a China deve começar a comprar produtos agrícolas e outros imediatamente".


Os agricultores americanos foram muito afetados pelas represálias da China às exportações americanas, especialmente às vendas de soja, que despencaram.


Trump alertou que, apesar de que - como Xi - querer chegar a um acordo, ele continua sendo favorável às tarifas.

"Lembrem, sou um homem de tarifas", disse.


Fonte: AFP

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