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Justiça decreta prisão preventiva de médium João de Deus após acusações de assédio

Polícia 14/12/2018 às 22:00
A Justiça decretou nesta sexta-feira a prisão preventiva do médium João de Deus, acatando o pedido feito pelo Ministério Público Estadual de Goiás, no que pode vir a ser o maior escândalo sexual do Brasil.


Seguidores de João de Deus em Abadiânia 13/12/2018 REUTERS/Adriano Machado

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás informou, por meio da assessoria de imprensa, que forças de segurança buscavam o médium nesta sexta-feira.

Como o processo corre em segredo de Justiça, o teor das denúncias e a motivação da prisão preventiva não podem ser detalhadas pelo Ministério Público.

As primeiras denúncias contra o médium, que ficou conhecido no Brasil e no exterior pelos atendimentos mediúnicos e cirurgias espirituais que realiza há mais de 40 anos, vieram à tona na semana passada em um programa da TV Globo.

Desde então, mais de 230 mulheres —brasileiras e estrangeiras— procuraram uma força-tarefa do MP com relatos de abusos cometidos pelo médium, cujo nome verdadeiro é João Teixeira de Faria.

Promotores entregaram na quarta-feira o pedido no tribunal de Abadiânia, pequena cidade de Goiás que abriga o centro espiritual de João de Deus, a cerca de 90 quilômetros de Goiânia. [nL1N1YH23P]

A defesa do médium disse que entrará com um habeas corpus contra a decisão, o que não exclui a apresentação espontânea de João de Deus.

“Observo que apenas alguns depoimentos, de poucas vítimas, acompanham o pedido de prisão preventiva, ainda assim, sem os seus nomes. Vamos impetrar habeas corpus contra a decisão que reputamos, preservado o respeito ao entendimento do juiz, ilegal e injusta”, afirmou o advogado Alberto Toron.

Um dos promotores que integra a força-tarefa vê o caso com potencial para ser o maior escândalo sexual do país.

“Caso os relatos se confirmem, eu não tenho dúvidas de que esse seria o maior escândalo que já se teve notícia no Brasil... tenho absoluta certeza”, disse à Reuters o promotor Luciano Meireles nesta sexta-feira, por telefone.

As acusações das mulheres variam desde toques inadequados em seus corpos até a consumação de relações sexuais e de obrigá-las a praticar sexo oral enquanto ele supostamente estava incorporando entidades espirituais, segundo vítimas entrevistadas pela imprensa.

Por Laís Martins
Fonte; Reuters
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