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Coletes amarelos voltam a protestar na França apesar de concessões de Macron

Internacional 15/12/2018 às 11:53

Pelo menos 85 pessoas foram presas. Anúncio de que o salário mínimo subirá 100 euros reduz, no entanto, a participação prevista na manifestação



Um grupo de manifestantes fantasiado como símbolo republicano. REUTERS

As últimas concessões do presidente francês, Emmanuel Macron, não foram suficientes para desmobilizar os coletes amarelos, que saíram às ruas para protestar pelo quinto sábado consecutivo. A mobilização, no entanto, está sendo mais baixa que as violentas das semanas anteriores. Pelo menos 85 pessoas foram detidas em Paris e mais de 200 pontos de protestos foram registrados em todo o país. A prefeitura da capital francesa anunciou um reforço de segurança de 8.000 agentes adicionais.

O presidente francês anunciou na última segunda-feira um aumento de 100 euros no salário mínimo a partir do ano que vem, e que as horas extras passarão a ser isentas de impostos e contribuições. Também antecipou sua intenção de estimular as empresas para que paguem aos seus funcionários um abono extraordinário de final de ano, igualmente isento de impostos.

As medidas são parte de uma tentativa de reconquistar os franceses ealiviar a pressão dos manifestantes, que protestam pelo encarecimiento da vida e o empobrecimiento das classes médias. A nova jornada de manifestações ocorre na mesma semana em que um islamista francês matou a cinco pessoas em um atentado em Estrasburgo.

Os coletes amarelos — uma revolta sem líderes nem estrutura, que tem por emblema a veste fluorescente que todos os motoristas devem ter em seus veículos — começaram a se mobilizar em meados de novembro. Opunham-se a um novo imposto sobre os combustíveis, mas o protesto em seguida se ampliou para a reivindicação de um aumento do reduzido poder aquisitivo.

Fonte: EL País

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