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WiFi Ralph – Quebrando a Internet

Cinema 03/01/2019 às 15:25

Quando a internet chega à loja de jogos onde moram Ralph e sua amiga Vanellope, a dupla vê a chance de encontrar uma peça para consertar o jogo da garota. Para isso, viajam pela rede de computadores.


A amizade de Ralph e Vanellope, consolidada ao final de Detona Ralph, é testada em WiFi Ralph: Quebrando a Internet, em que a dupla é obrigada a literalmente entrar na internet em busca de um controle para o jogo onde vive a garota, que será descartado por falta de peça para reposição. O segundo filme da franquia, dirigido por Phil Johnston e Rich Moore (roteirista e diretor do original, respectivamente), pega pesado em sua mensagem e no visual excessivo mas, ainda assim, é o que há de melhor no que a Disney pode oferecer numa animação.
 
WiFi Ralph é um respiro no bom-mocismo das animações repletas de lições de sabedoria para crianças. Não que aqui não existam mensagens – há, e especialmente as de sempre, como “seja você mesmo e o mundo irá gostar de você”, e sobre o poder da amizade. Mas o filme também pisa num terreno pouco explorado no cinema infantil: o das inseguranças. O protagonista, um fortão nervosinho que destrói tudo no seu jogo, aprendeu a lidar com seus nervos no primeiro filme. Aqui, ele precisa superar suas inseguranças.
 
Com quase duas horas, o filme é um tanto longo, mas sua sátira à cultura da internet é engraçada e bem-sacada. Quando Ralph e Vanellope finalmente entram na rede, descobrem um mundo que pulsa com cores e estímulos em todos os cantos – especialmente aqueles que incitam ao consumo –, o que não é de se espantar, afinal a dupla foi aonde foi para poder comprar. A rede de computadores mostra-se como uma grande cidade repleta de oportunidades para todos os gostos. Eles acabam no eBay, onde conseguem o controle por US$ 27.001, sem entender que realmente deverão pagar o valor. Quando descobrem, os problemas começam de fato.
 
Ralph e Vanellope acabam se separando e ele descobre o mundo dos vídeos virais, dos memes e dos vírus, enquanto ela, no Oh my Disney, encontra as princesas clássicas. A participação delas subverte a trajetória das donzelas delicadas dos filmes do estúdio. O filme acaba indo além, na medida em que o protagonista se torna mais desesperado por atenção e entra na Deep web, tornando WiFi Ralph... um pouco mais soturno – mas não tanto, afinal é um longa infantil. O resultado é uma comédia com coração, um pouco de crítica à cultura dos excessos e consumos da internet – o que é um tanto paradoxal, uma vez que a Disney é exatamente o estúdio dos excessos e do fetiche da mercadoria, dada a quantidade de produtos que cada um de seus filmes é capaz de originar. 

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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