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Dividido por crise, Reino Unido busca “plano B” para o Brexit

Internacional 17/01/2019 às 09:31
A primeira-ministra britânica, Theresa May, tentará nesta quinta-feira romper o impasse sobre como o Reino Unido vai deixar a União Europeia buscando um acordo de separação de última hora com o Parlamento, apesar dos poucos sinais de concessões até o momento.


Premiê britânica, Theresa May 16/01/2019 REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Depois que os dois anos de esforços de May para fechar um acordo de retirada amigável foram esmagados pelo Parlamento na maior derrota de um líder britânico na história moderna do país, May pediu que líderes partidários deixem seus interesses de lado para encontrar uma maneira de seguir adiante.

Se May não for capaz de formar um consenso, a quinta maior economia do mundo deixará a União Europeia em 29 de março sem um acordo com a UE, ou será forçada a suspender o Brexit, possivelmente realizando uma eleição geral ou até um segundo referendo sobre a permanência no bloco.

May tem repetidamente rejeitado a possibilidade de uma nova eleição e advertido que um segundo referendo comprometeria a confiança na democracia entre as 17,4 milhões de pessoas que votaram para deixar a União Europeia no referendo de 2016.

“Eu acredito que seja meu dever cumprir a instrução do povo britânico para deixar a União Europeia. E pretendo fazê-lo”, disse May do lado de fora de sua residência na Downing Street, em uma tentativa de se dirigir diretamente aos eleitores.

“Estou convidando parlamentares de todos os partidos a se reunirem para encontrar o caminho a seguir”, disse May. “Agora é a hora de deixar o interesse próprio de lado”.

Enquanto o Reino Unido se prepara para sua maior mudança econômica e política desde a Segunda Guerra Mundial, outros membros da União Europeia têm se oferecido para realizar conversas, mas há pouco que possam fazer até que Londres decida o que quer do Brexit.

Desde que o Reino Unido votou por 52 a 48 por cento a favor de deixar a União Europeia em junho de 2016, políticos britânicos não têm conseguido chegar a um acordo sobre como, ou até se, irão deixar o bloco.

Em um indício do quão difícil a tarefa de May pode se tornar, o principal líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, se recusou a participar de conversas até que um Brexit sem acordo seja descartado.

O Partido Trabalhista quer uma união aduaneira permanente com a União Europeia, um relacionamento próximo com o mercado único do bloco e maiores proteções para trabalhadores e consumidores.

Nesta quinta-feira, o presidente do Partido Conservador, de May, Brandon Lewis, disse que o Reino Unido não pode permanecer na atual união aduaneira uma vez que firmar acordos comerciais internacionais individuais será uma prioridade após o Brexit.

Lewis disse que importantes ministros se encontrarão com colegas da Casa dos Comuns nesta quinta-feira.
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