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O parque dos sonhos

Cinema 15/03/2019 às 11:50

Ao ter que lidar com um grande problema na vida, a pequena June encontra refúgio na fantasia, num parque coordenado por animais falantes, que ela e sua mãe criaram nas suas imaginações.


Uma regra básica que deixa claro para quem se destina O Parque dos Sonhos: qualquer pessoa que tenha idade suficiente para acompanhar legendas será entediada até não poder mais com o filme. Em outras palavras, é um filme para crianças bem pequenas ainda, para quem o colorido e personagens fofinhos são suficientes. Para as demais pessoas, qualquer filme da Pixar, por exemplo, é mais proveitoso, porque, além de tudo isso, traz aquilo que não existe aqui: uma boa história, personagens bem desenvolvidos e alguma substância.

 
Dizer que o filme é tecnicamente bem feito não é elogio, é o básico de uma animação produzida por um estúdio grande, ou seja, é uma obrigação. O que sobra é uma história surrada e cercada de clichês sobre uma garotinha, June, que se refugia no mundo dos sonhos ao ter que enfrentar um grande problema. Ela e sua mãe criaram o parque na imaginação e, desde muito pequena, a menina alimentou essa fantasia: um local mágico, comandado por animais falantes.
 
Os animais falantes seguem a regra do gênero: com o macaco simpático, chefe de tudo; uma porca pragmática; um urso azul bonachão e medroso; um par de castores espertos; e uns bonequinhos alucinados que começam a destruir tudo quando saem de controle. Os personagens, no fundo, parecem não passar de pretextos para vender brinquedos, assim sendo, O parque dos sonhos torna-se uma longa propaganda de bichos de pelúcia, além de ter toda a cara de um piloto para série de televisão – o que não é de se estranhar, já que o filme também é produzido pelo canal Nickelodeon.
 
June é uma personagem simpática e um retrato bem positivo de uma garota – esperta, descolada, destemida. Por isso mesmo, merecia um filme com uma história melhor. Quando tem de enfrentar um grande problema em sua família, primeiro ela se rebela contra seu mundo de fantasia, até descobrir que esse refúgio pode ser exatamente o que precisa para enfrentar a tempestade.
 
O diretor do filme, o estreante Dylan Brown, foi demitido durante a produção por má conduta no ambiente de trabalho, e substituído pelo trio David Feiss, Clare Kilner e Robert Iscove. 

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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