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Dumbo

Cinema 28/03/2019 às 07:55

Depois da guerra, Holt Farrier volta para o circo onde era uma estrela, mas descobre que o local está enfrentando dificuldades.


Ele é encarregado de tomar conta de um elefante recém-nascido cujas orelhas gigantes lhe permitem voar.

Foi preciso ousadia e uma boa dose de coragem para tocar uma atualização de Dumbo, o encantador desenho animado da Disney de 1941. E também imaginação.Nenhuma dessas qualidades falta a Tim Burton, o diretor que tem a seu crédito fantasias do tipo Edward Mãos de Tesoura, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas e O Lar das Crianças Peculiares, entre tantas outras.
 
A princípio, a história do elefantinho voador, de autoria de Helen Aberson e Harold Pearl, parecia não se adequar totalmente ao gosto de Burton, que sempre tem um pé no macabro, não raro com ternura (A Noiva Cadáver,Frankenweenie). Evidentemente, não escapou a Burton o caráter bizarro de um elefante com orelhas desproporcionais, que só depois de algum tempo descobre poder voar, outra aberração diante das leis naturais. Assim, associado ao roteirista Ehren Kruger, o diretor conseguiu elaborar uma versão live action da história, muito modificada, quase reinventada, para caber nos paladares modernos.
 
Curiosamente, voltou-se a história para trás no tempo - originalmente, ocorria em 1941, aqui, logo após a I Guerra Mundial, o que muda radicalmente a vida de Holt Farrier (Colin Farrell). Antes um exímio cavaleiro no circo de Max Medici (Danny DeVito), Holt volta mutilado da guerra e não pode mais executar seu número equestre. Torna-se cuidador dos elefantes do circo, auxiliado pelos filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins), já que sua mulher morreu.
 
Dumbo entra em cena logo a seguir, quando nasce no circo, com enormes orelhas, o que o torna motivo de gozação e desespero para Max, que contava com ele como sua nova atração fofinha. Ninguém podia imaginar que a desengonçada criatura voasse - isso é o que descobrem os meninos Milly e Joe, que aqui terão a função de melhores amigos e protetores do elefantinho, substituindo o ratinho do filme de 1941.
 
Sendo um filme Disney, a preocupação com família é bastante forte, seja a família Farrier, em que ocorre uma incompreensão entre pai e filhos, ou a família de Dumbo, que é separado da mãe, vendida depois de um incidente causado quando ela tentou defendê-lo. A separação para ele, afinal, é pesada, já que Dumbo é pouco mais do que um bebê e ainda é pressionado para executar performances aéreas no circo.
 
Como é seu estilo, Burton introduz como elemento dramático a exploração comercial de Dumbo, quando entra em cena um ambicioso empresário do entretenimento, V.A. Vandevere (Michael Keaton). Incorporando o cirquinho modesto de Max por causa de sua grande atração, Vandevere impõe a ele que sua trapezista, Colette (Eva Green), participe dos voos montada em Dumbo, complicando a vida de ambos.
 
Um acerto da história é colocar nos ombros da menina Milly, uma pré-adolescente esperta que pretende tornar-se cientista, o peso do protagonismo para planejar o resgate da mãe de Dumbo, reunindo os dois, uma trama que vai exigir esforços de vários personagens - a trupe do circo é fantástica -, causar um bocado de caos e encaminhar um final sintonizado com a sensibilidade moderna em relação a animais selvagens. Na soma de todos esses elementos é que o filme mostra seu valor de reinvenção. Não faz sentido compará-lo ao desenho de 1941 - são coisas muito diferentes. E o Dumbo aqui criado por computação gráfica é uma gracinha.

Neusa Barbosa

Fonte: Cineweb

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