Jornal do Lar Notícias

Feriado prolongado no Maranhão oferece aventura, descanso, gastronomia e compras

Turismo 17/04/2019 às 19:19

Neste feriado prolongado, você está mais para a aventura ou para a preguiça?


Delta das Américas. (Foto: Divulgação).

Gastronomia ou cultura local? Praia ou montanha? Compras ou contemplação? O Maranhão oferece essas e muitas opções para o turista local e o de outros Estados ou países.

Reunimos algumas dicas de roteiro para atender diversos tipos de turistas. Elegemos algumas opções para este feriado: Chapada das Mesas, Ilha dos Lençóis, Lençóis Maranhenses, Delta das Américas, Alcântara, Raposa, São Luís e São José de Ribamar. Escolha a sua e faça as malas:

Chapada das Mesas

Piscinas naturais
Cachoeiras, cânions, montanhas, cerrado, piscinas naturais de águas cristalinas, muitas trilhas e paisagens de tirar o fôlego é o que encontramos na Chapada das Mesas. Localizado no sul do Maranhão, o Parque Nacional Chapada das Mesas possui quase 160 mil hectares de área preservada. O jeito mais fácil de você chegar a esse destino é de avião até o aeroporto da cidade de Imperatriz e seguir viagem até a cidade da sua preferência (Carolina e Riachão, por exemplo). Entre as principais atrações, estão o Poço Azul e o Encanto Azul, em Riachão.

Pôr do Sol
Uma boa dica é curtir o pôr do sol na cidade de Carolina. Procure um barqueiro e faça o passeio pelo Rio Tocantins na hora do pôr do sol. É simplesmente encantador.

Complexo da Pedra Caída
A 35 km de Carolina, fica o santuário ecológico da Pedra Caída, um complexo que possui uma variedade de quedas d’água. A principal delas despenca de uma altura de 46 metros: a famosa Cachoeira do Santuário. Lá é possível fazer rapel, praticar canionisno, desbravar o interior de um majestoso cânion para apreciar e mergulhar no poço que se forma lá embaixo que é de uma grandeza e emoção indescritível. É possível chegar de carro próprio ou contratar uma operadora de turismo.

Singletrack
É uma modalidade de mountain bike praticada com bicicletas em terrenos de terra, acidentados com montanhas e trilhas. As opções de Ecobike variam de 30 km a 100 km e passam por trilhas compostas por estradas de cascalhos, em diversas fazendas da região, pontes, colchetes e paradas para fotos no Morro do Leão. Essa opção de roteiro oferece parada para banho na Cachoeira Aldeia do Leão e Cachoeira do Itapecuru, assim como a contemplação do maravilhoso Portal da Chapada. Operadoras de turismo fazem esses roteiros.


Ilha dos Lençóis. (Foto: Divulgação).

Ilha dos Lençóis
Apesar do nome, não é perto dos Lençóis Maranhenses, fica no litoral oeste e é preciso ir até Apicum-Açu ou Cururupu para, em seguida, pegar um barco. Geralmente o trajeto é feito por pescadores, já que a infraestrutura para o turismo ainda é incipiente. A viagem de barco leva de duas a três horas, em média. A ilha possui em torno de 500 habitantes e é formada por dunas de areia branca e mangues, com visual deslumbrante e tranquilo. É também um santuário de aves como o guará, que fazem belos espetáculos naturais nas revoadas. A ilha é conhecida também pelas suas belíssimas praias desertas, algumas com quilômetros de extensão.

Lençóis Maranhenses

Lagoas e dunas

Os Lençóis Maranhenses estão entre as atrações mais espetaculares em todo o planeta. Com dunas e lagoas, encanta turistas de todas as partes. A cidade com mais estrutura é Barreirinhas, mas outros municípios têm atraído turistas nos últimos anos, como Santo Amaro, graças aos investimentos feitos nas rodovias estaduais.

Trekking 
Os percursos iniciam de madrugada para evitar muita exposição ao sol. Os roteiros variam e podem durar de 2 a 5 dias, dependendo do trajeto percorrido, e incluem paradas nos povoados do parque: Atins, Baixa Grande e Queimada dos Britos. A chegada é em Santo Amaro. Todo o trajeto de travessia, desde Atins, é feito entre dunas que podem chegar a 40 metros de altura com suas curvas peculiares e lagoas de águas cristalinas e transparentes, com tonalidades que variam do azul ao verde. Operadoras de turismo fazem o trekking nos Lençóis.

Rio Preguiças
Nasce em Anapurus e percorre mais de 120km. O rio passa por Barreirinhas e segue pela margem sul-leste do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses até desembocar no Oceano Atlântico. As águas são calmas, e, num trajeto sinuoso que contorna os Lençóis, encontram-se alguns povoados como Alazão, Vassouras, Espadarte, Morro do Boi e Moitas, Mandacaru e Atins.

Delta das Américas
É o 3º maior delta oceânico do mundo. Cerca de 70% dele está localizado no nordeste do Maranhão, na divisa com o Piauí. O Delta das Américas é também chamado de Delta do Parnaíba. Sua configuração se assemelha a uma mão aberta, onde os dedos representariam os principais afluentes do rio Parnaíba, que se ramificam formando um grandioso santuário ecológico. As cidades privilegiadas pelo Delta são: Paulino Neves, Tutóia e Araioses. Das duas últimas saem os passeios turísticos para contemplar, apreciar e curtir os rios, flora, fauna e dunas de areias alvas.

Raposa

Fronhas maranhenses 
Considerada a maior colônia de pesca do Maranhão, a charmosa cidade Raposa fica a 30 km de São Luís. Tem praias desertas encantadoras e as famosas Fronhas Maranhenses, a versão menor dos Lençóis. É possível desbravá-las através de passeios náuticos. A maioria dos barcos oferece refeição, o que possibilita uma experiência com a culinária local. Nas Fronhas, não há restaurante e bares, por isso, leve a sua água e se hidrate bastante. É fundamental verificar a variação da maré, pois a nossa maré enche e seca muito rápido, o que influencia nos horários dos passeios. Operadoras locais fazem os roteiros.

Praia de Carimã
De um lado, as dunas das Fronhas Maranhenses, contornadas pelo braço de mar; e do outro lado, caminhando por uma trilha, chegamos a uma faixa de areia batida e olhamos o mar imenso, de águas calmas. Calmaria de praia deserta, frequentada em grande maioria por pescadores, a Praia do Carimã é o paraíso. O ponto de saída é no Porto do Braga ou no Cais da Raposa. Local deserto durante os dias de semana. Desbrave com um grupo a partir de cinco pessoas. Não há lixeiras. Levem sacolas e armazenem o lixo que produzirem.

Artesanato
Raposa também é famosa pela produção artesanal da renda de bilro. A produção da renda é feita de uma forma diferenciada: as rendeiras se sentam diante de uma almofada, onde é fixado um papelão e fincados os espinhos de mandacaru, cacto nativo do Brasil, que guiam a tessitura complexa do vai e vem dos bilros. As rendeiras fazem vestidos, blusas, toalhas de mesa e aplicações que podem ser costuradas em tecidos, além de brincos, colares e pulseiras.


Doce de espécie, em Alcântara. (Foto: Divulgação).

Alcântara

Praça da Matriz 
Rodeada de museus e casarões, a Praça da Matriz é um dos pontos turísticos mais famosos de Alcântara e uma ótima dica de lugar para visitar. A praça abriga dois símbolos que marcam a história de cidade: o pelourinho e as ruínas da Igreja Matriz São Matias. Como chegar a Alcântara: catamarã ou lancha no Cais da Praia Grande, com duração média de uma hora, até o Porto do Jacaré na cidade. Outra opção é o ferryboat saindo da Ponta da Espera, com duração de 1h45 de travessia até o Terminal do Cujupe e mais uma hora de estrada até a cidade. Os horários de saída dependem da maré, por isso é importante consultar os horários de saída.

Gastronomia
O famoso Doce de Espécie é feito de coco ralado com o formato de tartaruguinha e assado no forno a lenha. É uma guloseima herdada dos açorianos e se tornou uma tradição na cidade ao ser distribuída pelos moradores durante a Festa do Divino Espírito Santo. O doce também pode ser encontrado para a compra em casas localizadas no centro histórico da cidade.

Museu Histórico 
O Museu Histórico de Alcântara fica em um antigo casarão colonial típico do século 18 com fachada de azulejos portugueses e portais emoldurados de pedras de lioz. O Museu já foi comércio de grãos e enfermaria. Ele retrata o apogeu econômico, social, político e cultural da cidade de Alcântara. A visita é guiada por um monitor da casa e o ingresso custa apenas R$2 (idosos não pagam e estudante paga meia mediante a apresentação da carteirinha). Fica na Praça da Matriz. Horários de Visitação: terça a sexta: 9h às 15h; sábado e domingo: 9h às 13h.


São José de Ribamar. (Foto: Divulgação).

São José de Ribamar

Fica a 32 km de São Luís. O local oferece boas opções de praias que são propícias à prática de esportes, como o kitesurf. O turismo religioso também é bem forte no local e já pode ser percebido na praça principal, com estátua do padroeiro, e monumentos que contam um pouco da história de Cristo. Outro ponto forte da cidade é a gastronomia, com o inigualável peixe pedra, típica iguaria ribamarense.

São Luís

Fonte da Mãe D’água
Localizada em frente à Igreja da Sé, na Avenida Dom Pedro II, a estátua da Mãe D’agua foi recentemente restaurada e entregue à população. A escultura, premiada com a medalha de prata no Salão Nacional de Belas-Artes em 1940, foi a última obra do escultor maranhense Newton Sá, que faleceu no mesmo ano.

Igreja da Sé 
Localizada na Avenida Dom Pedro II, a Igreja da Sé é considerada um dos monumentos históricos mais antigos e importantes de São Luís. A igreja, que também é conhecida como Catedral Metropolitana, é tombada pelo Iphan e tem como destaque o altar-mor, do século 18, que é considerado um tesouro da arte barroca brasileira.

Biblioteca Benedito Leite
Localizada na Praça do Pantheon, no Centro Histórico de São Luís, é a maior do Maranhão, com 140 mil obras nacionais e estrangeiras. O prédio tem estilo neoclássico, com colunas em estilo grego. Possui uma vista privilegiada através dos dois terraços na parte superior do prédio, de onde se pode observar toda a cidade, inclusive a Praça do Patheon, que foi revitalizada. Horários de Visitação: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 19h

Praça dos Pescadores
Localizado na Praia de São Marcos, a Praça dos Pescadores é um dos principais locais visitados por turistas na orla marítima da cidade, além de ser um dos mais importantes cartões-postais ludovicenses. O monumento é uma obra do escultor e pintor Cordeiro do Maranhão e representa 3 pescadores puxando uma rede.

Feira da Praia Grande
A construção começou entre 1804-1805 com o Terreiro Público, onde ocorria a venda de frutas, peixes, aves e farinha. Atualmente comporta 72 boxes, que abrigam restaurantes populares, mercearias, artesanatos e lanchonetes, além de vendas com remédios caseiros e ervas medicinais.

Palácio dos Leões
São vários quadros, lustres de cristal, cadeiras e mesas com aplicações de ouro, feitas com madeira de lei, uma grande variedade de porcelanas de estilos diversos, folhagens de lâmina de ouro. Fica na Av. D. Pedro II. Visitação: terça a sexta, das 9h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 17h.

Teatro Arthur Azevedo
Um dos símbolos de São Luís, o Teatro Arthur Azevedo foi construído no século 19 por comerciantes portugueses. Com estilo neoclássico e com detalhamento em barroco, o teatro passou por restauração recente. Você também pode fazer um tour guiado dentro do teatro e entender todas as áreas e funcionamento da casa. Horário para visitas: de terça a domingo, das 14h às 17h.

Museu do reggae
É o segundo museu do mundo voltado para esse tema. Essa casa de cultura tem como objetivo imortalizar o ritmo que conquistou o Maranhão. No local, encontram-se várias relíquias do reggae, como a primeira radiola, uma guitarra da banda Tribo de Jah, discos e fotos históricas da cultura do Reggae. Funciona de terça a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 9h às 13h.

Praça da Faustina
Localizada entre a Rua do Giz e a Rua São João Gualberto, a Praça da Faustina é uma das mais charmosas do centro histórico de São Luís. Algumas pessoas também a conhecem por “praça da seresta” devido às festas que ocorriam no local levando o nome de seresta. Essa encantadora praça é palco de várias apresentações culturais, como o Tambor de Crioula, que acontece constantemente por lá.

Fonte: Governo do Maranhão

Publicidade

Comente e Comentaram

Cadastre-se agora e receba as últimas notícias.

Digite seu E-mail abaixo.


Notícias Relacionadas