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Godzilla II - Rei dos monstros

Cinema 02/06/2019 às 17:00

Depois de perder seu filho num ataque de Godzilla, uma cientista desenvolve um equipamento capaz de controlar os monstros, porém, ela e sua filha são sequestradas por um grupo de ecoterroristas que pretendem despertar criaturas assustadoras.


Godzilla II: Rei dos monstros é de 2019, mas com ares dos anos de 1990. Isso não quer dizer que exista uma nostalgia marota no longa dirigido Michael Dougherty – ao contrário, o filme traz o que havia de pior no cinema tosco da década, incluindo o malfadado Godzilla, de 1998, que tinha Matthew Broderick e Jean Reno nos principais papéis, e é possivelmente a pior produção protagonizada pelo anfíbio reptiliano mais querido do planeta.
 
A verdade é que a criatura merecia um filme realmente decente, dado o seu potencial de estrela. Apesar do subtítulo, Rei dos monstros, Godzilla não brilha aqui – embora tenha bioluminescência – suas aparições são sempre em cenas escuras e/ou chuvosas. Então fica a dúvida: se gasta-se tanto com efeitos especiais, porque não mostrar o bicho em todo seu esplendor? O resultado final é frustrante, especialmente por conta de um roteiro raso – assinado pelo diretor e Zach Shields – com uma trama sem sentido e diálogos risíveis.
 
Godzilla II é um filme genérico, sem personalidade, com muito barulho e monstros que nunca têm a chance real de brilhar. Os humanos, no entanto, têm menos chance ainda – apesar do elenco competente que traz Kyle Chandler, Vera Farmiga, Ken Watanabe, Sally Hawkins e Millie Bobby Brown, estreando no cinema.
 
Chandler e Farmiga interpretam um casal de cientistas, Mark e Emma, que perdeu o filho pequeno na última aparição de Godzilla, em 2014. O casamento ruiu, mesmo com uma filha, Madison (Brown), para criar. Ele se refugiou no meio do mato, e a ex-mulher criou um equipamento, Orca, que emite ondas sonoras que controlam os monstros, inclusive um recém-criado em laboratório chamado de Mothra.
 
Emma, Madison e o Orca são capturados por uma gangue de ecoterroristas com seus próprios planos. O diretor pensa que criou uma reviravolta ao mostrar que a cientista e o líder dos terroristas (Charles Dance) concordam que despertar todos os monstros adormecidos ao redor do mundo é uma boa ideia. A explicação é patética e tem a ver com reestabelecer o equilíbrio ecológico do mundo porque os humanos destruíram o planetas em milênios de superpopulação, guerras, poluição e afins. Então Godzilla e sua turma, os Titãs, são, nas palavras de Emma, uma espécie de febre da Terra que restabelecerá a ordem.
 
O filme entra, então, numa discussão chata sobre se os humanos devem mesmo se aliar aos Titãs (ou até os obedecer, seja lá o que isso for) ou acabar com eles. Entram militares em cena, monstros que saem de cena para logo voltar, não sem antes dar uns berros. Trama nunca foi o forte num filme de Godzilla, nem nos originais japoneses, mas esse longa vai longe demais quando o assunto é abusar da boa vontade do público.

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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