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Atentado ao Hotel Taj Mahal

Cinema 16/07/2019 às 12:00

Após diversos ataques por toda a cidade de Mumbai, um grupo de terroristas toma um hotel, e faz dos hóspedes e funcionários seus reféns.


Um grupo de pessoas se unem para tentar derrotar o inimigo. Filme inspirados nos ataques que aconteceram na cidade indiana em 2008.

Dirigido por Anthony Mara, Atentado ao Hotel Taj Mahal é feito com competência técnica, mas não muito mais do que isso ao recriar os ataques terroristas ocorridos em Mumbai, em 2008, que aconteceram em 12 lugares diferentes e culminaram num clímax sangrento no hotel-título. A recriação é exasperante, mas qual o sentido disso se não serve para jogar uma luz nos fatos? Se o único objetivo do diretor, que assina o roteiro com John Collee, é perguntar: o que você faria se estivesse lá?
 
Os atentados começam com dois atiradores no banheiro de uma estação de trem, onde carregam as armas, antes de sair de lá, e dispararem para todos os lados. Esse é o ponto de partida de horas de terror. Depois disso, num café, não muito longe do Hotel Taj Mahal, uma bomba explode e novos tiros são disparados.
 
O filme segue, então, hóspedes e funcionários do hotel, de maneira quase casual. Somos apresentados a Arjun, que por ser interpretado por Dev Patel, sabemos que será um personagem importante. Pai de família e funcionário exemplar, embora um pouco atrapalhado. Logo depois, apresenta-se a família do americano David (Armie Hammer) e da indiana Zahra (Nazanin Boniadi), pais de um bebê e acompanhados por uma babá, Sally (Tilda Cobham-Hervey).
 
O filme pede que nos envolvamos com todos eles, para que depois possamos simpatizar com suas aflições. O bebê, por exemplo, está no quarto com a babá, e os pais no restaurante no térreo, quando o hotel é invadido. Nada disso, no entanto, é capaz de elevar os personagens além de meras figuras sem profundidade ou complexidade, transformando-os em meros estereótipos ambulantes: o branco salvador, o funcionário dedicado, o terrorista arrependido, o mafioso russo.
 
Não nos resta muito a fazer, senão esperar o aumento do número de vítimas, enquanto a ajuda especializada – que saíra em Nova Délhi, a 800 km de distância – não chega. A polícia local é completamente despreparada, e sobra para o staff do hotel – cujo mantra “o hóspede é um deus” é repetido o tempo todo – fazer o possível para salvar a maior quantidade de pessoas. Essas são as personagens (especialmente o chef interpretado por Anupam Kher) que merecidamente emergem com maior grandiosidade do filme.

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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