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Histórias assustadoras para contar no escuro

Cinema 14/08/2019 às 09:52

Stella é uma garota que sonha escrever histórias de terror.


Seus amigos são Auggie, Chuck e sua irmã, Ruth. Eles levam uma vida tranquila na cidadezinha de Mill Valley, no ano de 1968. Tudo está prestes a mudar, numa noite de Halloween.

Em tempos em que histórias de terror tornaram-se tediosamente sangrentas, chega com boa perspectiva uma produção que aposta mais na procura do fascínio de uma boa e velha história de sustos. Veio das páginas do popular escritor norte-americano Alvin Schwartz (1927-1992) a inspiração para estas Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, com um roteiro assinado por Guillermo del Toro, Dan Hageman e Kevin Hageman. O diretor é o norueguês André Ovredal, conhecido por filmes como A Autópsia.

O ano da história é 1968, época de Guerra do Vietnã e da campanha eleitoral que levaria Richard Nixon à presidência dos EUA - e esse ambiente já é o prenúncio do pesadelo que acometerá a vida de um grupo de adolescentes da cidadezinha de Mill Valley. 

Stella (Zoe Colletti) é uma garota meio solitária, louca por livros e sonhando em tornar-se escritora de suspense. Seus amigos são Auggie (Gabriel Rush), Chuck (Austin Zajur) e a irmã dele, Ruth (Natalie Ganzhorn). À turma vai somar-se o forasteiro Ramón (Michael Garza), numa noite em que os ajuda a escapar da fúria do bully Tommy (Austin Abrams).

Essa noite, justamente, é a do Halloween e a turma acaba numa expedição à mansão mal-assombrada do lugar, pertencente à extinta família Bellows. A visita acorda o fantasma de Sarah Bellows (Kathleen Pollard), que tem uma forma especial de expressão - escreve com sangue, em seu livro mágico, histórias sobre pessoas que, no final, acabam desaparecendo.

A graça do filme está nessa corrida desesperada de Stella e amigos para deter o processo desta escrita automática maligna, que atinge inclusive membros da turma. O duelo maior, certamente, é entre Stella e Sarah, já que as duas têm um vínculo com a literatura. 

Mestre no comando de suspenses afiados, como A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno, Del Toro funciona como produtor aqui e certamente tem seu peso na dosagem dos sustos, com a participação de criaturas fantásticas e sobrenaturais que ultrapassam a fronteira da realidade em Mill Valley. Efeitos e maquiagem são convincentes na composição destes seres mas é fato que o filme não se equilibra meramente nestas zonas de suspense. Há uma genuína tentativa de criar empatia por esta turma adolescente, muito normal e comum, diante do perigo. Nisto, o filme evoca um pouco a atmosfera de It - A Coisa, a aventura de terror saída da imaginação de Stephen King, só que aqui numa chave mais adolescente do que infantil.

A adolescência, afinal, é uma fase de medos e as histórias saídas da imaginação doentia de Sarah Bellows são um potente combustível para trazê-los à luz do dia - o desafio dos garotos será criar recursos para enfrentá-los.

Neusa Barbosa

Fonte: Cineweb

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