Jornal do Lar Notícias

Estudos mostram que oxigênio em excesso matou seres vivos na Terra

Tecnologia 05/09/2019 às 08:25

Novos estudos indicam que há 2 bilhões de anos um fenômeno de criação de oxigênio em excesso destruiu quase 100% dos organismos vivos na Terra.


Divulgação/Nasa

Os responsáveis foram os micro-organismos, os únicos seres existentes à época.

“Grande momento de oxidação”  foi o nome dado a essa fase, considerada a maior catástrofe da biosfera na Terra.

Segundo Malcolm Hodgskiss, do Departamento de Geologia da Universidade de Standford, um dos autores do estudo, a investigação começou quando, nas ilhas Belcher, no Canadá, foi recolhida uma amostra de “barite”, um mineral com mais de 2 bilhões de anos.

Amostras como essa têm traços químicos e formações inscritas que permitem descobrir e entender o passado, ainda que ele se refira a momentos muito anteriores à primeira existência do homem na Terra.

De acordo com os investigadores, a alteração drástica da atmosfera teve origem na fotossíntese excessiva dos micro-organismos, o que levou a um boom de oxigênio a que nem esses micro-organismos conseguiram subsistir.

O fenômeno já era conhecido. A novidade está no conhecimento da dimensão e dos seus efeitos. Conforme os cálculos de Hodgskiss, estima-se que de 80% a 99,5% dos organismos tenham sido destruídos.

Apesar das descobertas remeterem para um tempo anterior à maioria da vida na Terra, os dados são relevantes para os dias de hoje. Isso porque a Terra continua vulnerável às alterações atmosféricas.

Com o aquecimento global, os oceanos vão aquecendo e os nutrientes que neles existem vão sendo afetados. Sem nutrientes, os ecossistemas são interrompidos e, com eles, a criação do oxigénio e o equilíbrio da atmosfera.
Por RTP*
*Emissora pública de televisão de Portugal

Fonte: EBC Agência Brasil


Publicidade

Comente e Comentaram

Cadastre-se agora e receba as últimas notícias.

Digite seu E-mail abaixo.


Notícias Relacionadas