Jornal do Lar Notícias

Ameaça profunda

Cinema 13/01/2020 às 17:00

Uma plataforma no fundo do mar sofre uma série de explosões, matando parte de sua equipe.




Um grupo de sobreviventes une suas forças para ir até uma parte da plataforma com cápsulas que poderão levá-los à superfície. Mas criaturas desconhecidas os atacam.


Ameaça profunda foi o título nacional genérico que se deram ao trabalho de dar para um filme que está abaixo do genérico, como mais uma cópia surrada e sem criatividade de Alien, substituindo o espaço pelo fundo do oceano (“No fundo do oceano ninguém vai ouvir você gritar também”), e o monstro alienígena por criaturas que podem ser do fundo do oceano mesmo ou de outro planeta – pouco importa.
 
Kristen Stewart, que parece estar tirando férias das produções europeias de arte e fazendo algum dinheiro em aspirantes a blockbusters hollywoodianos, aqui interpreta uma engenheira, Norah, que participa de uma equipe de técnicos e pesquisadores numa estação de pesquisa e escavação no fundo do oceano. Depois de uma série de explosões, e com boa parte da tripulação morta, a (literalmente) meia-dúzia de sobreviventes está incomunicável e precisa chegar a uma estação que permitirá voltar à superfície. E isso devem fazer andando.
 
Até então, todos creem que o único problema é técnico, causado por um terremoto, até que uma criatura estranha dá o ar de sua graça. Como de praxe, é bom não se apegar a nenhum personagem – interpretados por Vincent Cassel, T. J. Miller e Jessica Henwick , entre outros – do filme de William Eubank, todos vítimas em potencial. Também não é difícil não se importar com essas pessoas, uma vez que são sem graça, sem profundidade ou carisma.
 
Há meia dezena de cenas que parecem um plágio a Alien, com direito a enfrentamento entre a heroína e a criatura. Mas algumas décadas separam os dois filmes, e o que fazia de Ripley uma figura ímpar era exatamente sua condição de mulher – aqui isso não é muito importante, a não ser para colocar uma subtrama envolvendo um noivo/colega de trabalho que morreu.
 
Visualmente, Eubank não tem muito senso de como e quando usar trucagens de edição. Há inexplicáveis câmeras lentas e cortes rápidos que transmitem mais falta de qualidade estética do que algum sentido de perigo ou urgência. Fora isso, era completamente dispensável a participação de Miller (num personagem cuja função é explicar o filme), que se tornou um excluído em Hollywood quando há pouco mais de dois anos atrás acusações de abusos e violência contra mulheres vieram à tona. Em defesa de Ameaça Profunda, porém, pode se dizer que o longa foi rodado em 2017.

Alysson Oliveira

Fonte: Cineweb

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